Lamana Camargo

Minha foto
São Paulo, SP, Brazil
jornalista, consultor de marketing, 44 anos, casado, brasileiro, palmeirense

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ERROS E FRACASSOS, CAMINHOS PARA O SUCESSO!

Autor: Albírio Gonçalves
http://itrademkt.blogspot.com/


“Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso.” (Michael Jordan)

Erros e fracassos fazem parte da construção do sucesso. Conversando, trocando correspondências e analisando a biografia de mais de trinta pessoas de sucesso reconhecido em suas respectivas áreas, descobri que a única coisa que existe em comum entre essas pessoas é que todas possuem histórias de grandes erros e fracassos em suas trajetórias. Acomodação não é compatível com sucesso e, segundo o célebre Albert Einstein, “quem nunca cometeu um erro, nunca tentou algo novo”. Técnicos renomados, atletas consagrados, empresários bem sucedidos, executivos disputados pelo mercado, todos, sem exceção, já saborearam o amargo gosto de uma derrota. O que os tornam diferentes e vencedores é que reconhecem, assumem, entendem e revertem os fracassos que fazem parte do caminho da vitória, bem como aprendem com eles.

Muitos são os exemplos de fracassos transformados em estrondosos sucessos. O mais clássico de todos é a calça jeans. Levi Strauss estava com um grande volume de lona para barracas e carroças encalhado, que não conseguira vender para os mineradores de ouro do Oeste dos Estados Unidos. Contudo, observou que a real necessidade desses mineradores era ter uma calça resistente às condições adversas do trabalho nas minas. Bem, o resultado é conhecido por todos: mais de 150 anos de sucesso da calça jeans. O recado adesivo e a borracha vulcanizada (utilizada em pneus) são outros bons exemplos de erros transformados em sucesso. Cafu, único jogador do mundo a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo, tornando-se bi-campeão mundial e um dos jogadores mais vencedores no mundo do futebol, foi rejeitado em doze “peneiras” antes de entrar para as categorias de base do São Paulo Futebol Clube, que já o tinha dispensado em quatro oportunidades anteriores. Segundo o SEBRAE, os empreendedores de sucesso quebram três vezes antes de se dar bem nos negócios. Muitos são os exemplos e podemos aprender bastante com eles.

Erros e acertos, derrotas e vitórias, fracassos e sucessos só fazem parte da vida dos que tentam, arriscam, expõem-se e buscam a realização de seus sonhos, de maneira apaixonada, corajosa, planejada e sem medo de ser feliz. Não há trajetória imaculada nos caminhos dos vencedores. Perseverança é a palavra de ordem e reverter situações adversas uma necessidade. Paralisia, revolta ou, por outro lado, encarnar Polyana (a garota super-hiper-ultra-mega otimista do livro de Eleanor H. Porter) não são reações compatíveis com as pessoas que dão a volta por cima, sacudindo muita poeira, de preferência. Infelizmente, a sociedade na qual vivemos premia os audaciosos, mas estimula a acomodação. Na vida corporativa não é diferente. Entretanto, empresas de sucesso erram muito, tomam decisões equivocadas, lançam produtos inadequados aos respectivos mercados e realizam contratações e demissões que não fazem sentido. Com esses erros a empresa demonstra que está viva, todavia, o resultado das suas operações depende muito de como as pessoas, em particular seus executivos e dirigentes, se comportam após um erro cometido ou um fracasso e do saldo final entre os erros e acertos da organização. O mundo mudou e muda, a cada instante, mais rapidamente. As necessidades de hoje não são as mesmas de ontem e para se viver neste mundo globalizado, interpretando os seus sinais e com novas demandas diárias é impossível não escolher caminhos equivocados, algumas vezes.

“Vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”. Errar faz parte do aprendizado da vida. Porém, o erro deve vir acompanhado da responsabilidade e do aprendizado. Ganha o jogo da vida quem acerta mais, apesar de ter errado muito. Errando, seja inteligente para admitir que errou, humilde para assumir a responsabilidade, sagaz para consertar o resultado e sábio para incorporar o aprendizado, pois como falou o respeitado e famoso político e orador romano Marcus Tullius Cícero: “errar é próprio do homem, mas perseverar no erro é coisa dos tolos”. Também temos a oportunidade de aprender com os erros dos outros.

Convoco todos a tentarem realizar feitos grandiosos em suas vidas pessoais e profissionais. Acredite: fazer e errar é experiência, enquanto não fazer ou não tentar é que é o verdadeiro fracasso. A liberdade de errar é vital se você quer ser bem sucedido. Erre, erre e erre novamente, mas cada vez menos, menos e menos e em situações diferentes. Faça um balanço da sua vida. Caso não haja erros ou fracassos recentes, analise e, se necessário for, repense o que você vem fazendo. Veja se você não se acomodou a uma confortável situação de estabilidade, mesmo que seja uma estabilidade infeliz, estressante e enfadonha. Ouse, construa a realização dos seus sonhos, porque é melhor tentar e arriscar a render-se frente aos receios e às adversidades da vida. Sábias são as palavras de Dee Hock, fundador e CEO emérito da Visa: “não é fracasso deixar de realizar tudo o que podemos sonhar. Fracasso é deixar de sonhar tudo o que podemos realizar”.

Tome as rédeas da sua vida. Seja senhor(a) do seu destino. Saiba que nem todo trabalho terminará com sucesso, nem todo relacionamento resistirá às diferenças, nem todo amor durará eternamente, nem todo esforço será completo, nem todo sonho será realizado, mas temos o dever e o direito de errar para acertar, perder para ganhar, cair para levantar. Enfim, de fracassar para ter sucesso. Boa Sorte!



sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Vendedor Gestor

07/2011 - Por: Antonio Braga

fonte: Sagra Consultoria em vendas
http://www.sagracv.com.br/artigos/o-vendedor-gestor

O mercado moderno está cada vez mais se fechando para vendedores comuns, embora a quantidade desses profissionais ainda seja bastante grande. Muitos deles vivem lutando, gastando energia e tempo, correndo de um lado para o outro buscando apenas tirar pedidos, tendo como consequência fracos desempenhos e insatisfações tanto para os clientes como para suas empresas.

Os profissionais que agem assim, sempre atribuem o baixo desempenho a fatores externos, tais como: mercado difícil, clientes exigentes, concorrência desleal etc., porque nunca param para fazer uma reflexão do que realmente acontece. Caso fizessem uma autoavaliação sincera e imparcial, talvez chegassem a outras conclusões bem diferentes.

Por outro lado, os vendedores profissionais são eficientes e produtivos, não tendo motivos para reclamar, porque agem de maneira totalmente diferente. São conscientes de que o sucesso de um vendedor é diretamente proporcional à sua capacidade de realizar vendas de qualidade. Mas o que são vendas de qualidade?

São vendas lucrativas, com valor agregado, consequência de um processo que vai desde o planejamento até o controle dos resultados, de modo a atingir os objetivos definidos. E o objetivo de um vendedor não deve ser apenas tirar pedidos, mas explorar o máximo do potencial de mercado da sua zona de trabalho, garantindo-lhe boas vendas por construir e manter uma carteira de clientes satisfeitos e fieis.

Uma boa carteira de clientes fieis é o maior patrimônio de um vendedor, mas não é tão fácil de ser construída e mantida porque exige muito comprometimento, profissionalismo e trabalho. Somente os vendedores de nível elevado conseguem, pois agem como verdadeiros gestores de sua zona de atuação.

Para ser um vendedor gestor, é fundamental o desempenho de suas atividades com base em quatro funções:

>> PLANEJAMENTO: Significa definir os objetivos a serem atingidos, analisando antecipadamente as atividades que serão executadas. É ter respostas para as perguntas: O que fazer? Como fazer? Quando fazer? Quais os recursos necessários? De nada adiantará o vendedor ir para o campo sem um norte, mas infelizmente é o que acontece com grande parte.

Os vendedores profissionais planejam visitas a clientes antigos, novos clientes, ex-clientes e prospecção. Traçam itinerários eficientes para maximizar o tempo. Subdividem suas metas de vendas mensais em metas diárias para ficarem mais fáceis de executá-las. Analisam antecipadamente a situação de cada cliente – compras anteriores, potencial de compra, duplicatas a vencer e vencidas. Planejam ações de marketing a serem desenvolvidas. Conhecem muito bem seus produtos, mercado, concorrência, clientes, a empresa em que trabalham. Planejam ações de pós-vendas, entre outras atividades.

>> ORGANIZAÇÃO: Para colocar em prática o planejamento, os profissionais de vendas utilizam com eficiência os recursos e ferramentas necessárias e disponíveis. Dentre esses recursos, estão o financeiro e os materiais (equipamentos tecnológicos, material de apoio, veículo etc.). Infelizmente, muitos vendedores pecam bastante por usarem mal as ferramentas disponíveis, afetando bastante o seu desempenho.

>> EXECUÇÃO: De posse de um bom planejamento e recursos alocados, este é o momento de entrar em atividade. Na execução, o vendedor deve acompanhar o dia a dia dos clientes, visitando-os com frequência, realizando vendas, pesquisando o mercado, fazendo pós-venda, lendo e respondendo correspondências e e-mails, retornando telefonemas, cobrando duplicatas em atraso etc. Para isso, é fundamental o autogerenciamento, bem como a habilidade de relacionamento com pessoas, boa comunicação e alta dose de motivação.

>> CONTROLE: Para que os resultados caminhem na mesma direção do planejado, é fundamental o acompanhamento constante das atividades executadas. Fazendo o devido controle, é possível agir rapidamente diante dos obstáculos e situações adversas. As metas de vendas, por exemplo, devem ser acompanhas diariamente confrontando-se o realizado com o previsto.

Recife, 18/04/2011

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quem é o consumidor multicanal?

Cobertura World Retail Congress - WRC
ESCRITO POR TICIANA WERNECK, DE BERLIM
QUA, 27 DE OUTUBRO DE 2010 00:40
http://www.cmnovarejo.com.br/institucional/cobertura-world-retail-congress-wrc

Foi essa a pergunta que Alan Treadgold, chefe de estratégias em varejo da Leo Burnett, se prontificou em responder durante sua palestra. A empresa realizou uma pesquisa com mais de cinco mil consumidores nos Estados Unidos, Inglaterra e França.

86% deles usam mais de um canal para comprar e por isso já se encontram na categoria comprador multicanal - entenda-se por multicanal as diversas opções que existem para realizar compras como loja, internet, celular, telefone, catálogo.

São seis os arquétipos do comprador multicanal:

* Strategic saver (poupador estratégico) - é um caçador de preços, troca facilmente de marca.
* Dollar Defaulter ("devedor" ou "desprovido" de dólares) - é levado pelo preço, amante de marcas próprias.
* Opportunistic Adventurer (aventureiro oportunista) - é o caçador de tesouros, gosta de caçar barganhas, adora passear por shoppings.
*Efficient Sprinter (velocista eficiente) - é prático, quer economizar tempo, segue lista de compra.
*Savvy Passionista (apaixonado astuto) - tem prazer em gastar, segue tendências, aprecia a experiência da compra. É entusiasta de marcas.
*Quality devoted (dedicado à qualidade) - é leal a marcas, valoriza qualidade, está sempre bem informado sobre novidades.

Treadgold ressaltou que a predominância de cada arquétipo não é estática, ela varia conforme a categoria do produto. E para quem previa a morte da loja, uma notícia importante: 50% dos ouvidos pela Burnett preferem a loja para fazer compras, outros 43% disseram que podem até comprar online, mas não abrem mão da experiência de tocar e sentir um produto antes de comprar.

- - - - - - - - - - -

O varejo e o mundo

Evento mundial de varejo, WRC, que acontece em Berlim, discute panoramas econômicos, tendências e inovação.

Cerca de 1.100 pessoas circulam pelo World Retail Congress, evento que acontece entre os dias 25 e 27 de outubro em Berlim. É um público recorde - são pessoas de todo o mundo. Com uma Europa em recuperação, a demanda por previsões econômicas, inovação, oportunidades e informações sobre novos mercados é imensa.

Pela manhã era grande o interesse por uma pesquisa que traçou os hábitos de consumo de mídia dos britânicos, que mostrou que após a crise eles querem ler sobre: finanças pessoais, saúde e bem estar, e segurança. Em contrapartida, não tem mais tanto interesse pelos cadernos de turismo, automóveis e imóveis. O levantamento vem sendo feito há oito anos pela FD Consumer Dynamics, e deixou claro o apetite por notícias densas e analíticas - nada de escapismo. "Eles querem ler notícias que falam sobre sua realidade e sua comunidade, tudo com positivismo", disse Guy Bellamy. Interessantemente, é esse também o interesse dos congressistas do WRC.

O principal painel da manhã trouxe Ira Kalish, diretor global da Deloitte, com um panorama econômico sobre o varejo no mundo. Estados Unidos e Europa continuam sua recuperação, com gastos cada vez menores em itens dispensáveis. O foco das empresas varejistas deve ser melhorar o relacionamento e a experiência de compra de seu consumidor, e seu branding.

Segundo ele, o Brasil cresceu muito rápido e de forma insustentável. 2011 será um ano mais lento para nós. "A Índia tem a melhor performance a longo prazo entre os BRIC graças ao enorme contingente de jovens, gastos crescentes com consumo, rápida modernização do varejo, e grande investimento interno", disse. A China não tem o trunfo "contingente de jovens" a seu favor, e embora o varejo cresça de forma espetacular no interior do país, também devera experimentar um 2011 mais lento. A Rússia tem futuro incerto ainda.

Estavam no painel também representantes de importantes redes de varejo como Marks & Spencer, HSN e Espirit. Para Heinz Krogner, presidente da Espirit, o foco do varejo, mais do que nunca, deve estar no seu target: "dar ao seu consumidor o que ele quer". Crescer é essencial. "Crescer não é opcional, é obrigatório, senão você é engolido. Mas para isso não adianta aumentar o preço, mas sim ser mais ágil, se movimentar mais rápido que seus concorrentes".

Outro painel falou sobre multicanais. O uso de vídeos como uma ferramenta para expor melhor as peças foi o grande destaque. Asos, Next e French Connection ja fazem isso muito bem. Esta ultima, por meio do canal Youtique, no You Tube, posta vídeos com opções de peças para cada ocasião. Num campo ao lado do vídeo estão fotos das peças mostradas, é só clicar para comprar. Outro detalhe faz toda a diferença: ter espaço para os consumidores postarem comentários sobre cada item. O impacto em vendas é tremendo. Para a Marks & Spencer, representou 400% em conversão de vendas.

Nesse momento seis universidades disputam o voto do júri pelo título de "Projeto Desafio do Futuro Varejo". Entre as concorrentes estão a Fashion Institute of Technology, de Nova York; Rikkyo University de Toquio, e outras de Mumbai, Milao, Londres e Hong Kong, que neste ano tiveram como desafio apresentar projetos varejistas que representem o valor da marca de suas cidades. O resultado sai amanhã.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Biruta é a melhor agência para trabalhar

Estudo inédito da Great Place to Work focado no mercado de comunicação destaca 15 empresas

http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Biruta_e_a_melhor_agencia_para_trabalhar&id_noticia=145001

A agência carioca Biruta Mídia Mirabolantes foi a vencedora da primeira edição da pesquisa Melhores Agências de Comunicação para Trabalhar, realizada pela Great Place to Work. O levantamento, que envolveu 90 agências de todo o Pais, é inédita na história do instituto, que tem 25 anos de mercado e realiza pesquisas em 45 países. A ideia de realizar o estudo com foco no mercado de agências de comunicação foi da Associação Brasileira de Propaganda (ABP), que divulgou o resultado na noite desta quarta-feira, 20, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, durante o Festival Brasileiro de Publicidade, que acontece até sexta-feira, 22.

A pesquisa Melhores Agências de Comunicação para Trabalhar contou ainda com apoio de outras entidades, como Abap, ABA, Ampro e Abemd. O objetivo do estudo é, não só divulgar um ranking com as melhores colocadas, mas divulgar buas práticas de gestão de pessoas no mercado de comunicação. O Meio & Mensagem é o parceiro de mídia da iniciativa e publicará em sua edição impressa da próxima semana uma reportagem especial detalhando a pesquisa e as agências melhores colocadas.

Além da Biruta Mídias Mirabolantes, outras 14 empresas foram premiadas. Como há uma nota de corte, o número de agências citadas no ranking varia conforme a pontuação de cada uma. Das 15 destacadas, apenas as cinco primeiras foram ordenadas a partir da nota mais alta: Biruta Mídias Mirabolantes, em primeiro; Portal, em segundo; F.biz, em terceiro; Quiz, em quarto; e Netza, em quinto. Da sexta à décima-quinta, as agências estão listadas pela ordem alfabética: Bullet, e|ou, Fischer+Fala, Mercatto, M51, New Style, OpusMúltipla, Plan B, PPM e Prisma.

Rafael Liporace, sócio da Biruta Mídias Mirabolantes, comemorou a premiação e lembrou que a empresa começou pequena, com poucos recursos mas conquistou seu espaço no mercado graças à união dos sócios e de todos que trabalham na agência, sediada no aprazível bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. “A lição tirada com a premiação é de que aprender é a melhor coisa do mundo. E nós na Biruta aprendemos uns com os outros todo o tempo”, ressaltou Liporace em seu discurso de agradecimento.

Cyd Alvarez, presidente da ABP, destacou a grande quantidade de agências inscritas neste primeiro ano – o que surpreendeu os organizadores do levantamento – e disse que essa procura demonstra a preocupação do mercado com gestão de recursos humanos. Para ele, os premiados se sentiram tão orgulhosos com o prêmio quanto se tivessem recebido o Grand Prix de um festival. “Com o apoio da Abap, ABA, Abemd e Ampro, vemos que outras áreas da comunicação que não apenas a propaganda também estão se preocupando com gestão. Sempre comemoramos os trabalhos que fazemos para nossos clientes e, desta vez, o prazer foi o de comemorar o resultado de um trabalho feito por nós, dentro das agências, em benefício das pessoas que nelas trabalham”, salientou.

Ruy Shiozawa, CEO do Great Place do Work no Brasil, disse que o fato de o País ter dado o primeiro passo no mundo para avaliar as agências de comunicação é muito importante para o mercado nacional. A pesquisa, segundo ele, será realizada anualmente e as empresas interessadas já podem procurar informações sobre como se inscrever – a inscrição é gratuita. “Dos 45 países onde Great Place to Work realiza pesquisas, o Brasil foi o primeiro a avaliar este segmento”, afirmou. As 90 agências que se inscreveram este ano empregam, juntas, nove mil pessoas. E é justamente dos funcionários que vem a avaliação de maior peso para a pesquisa.

As premiadas de 2010

1ª Birutas Mídias Mirabolantes (Rio de Janeiro)
2ª Portal (Campinas)
3ª F.biz (São Paulo)
4ª Quiz (São Paulo)
5ª Netza (São Paulo)

Da 6ª a 15ª colocações, listadas em ordem alfabética:

Bullet (São Paulo)

e|ou (São Paulo)

Fischer+Fala (São Paulo)

Mercatto (Cuiabá)

M51 (Campinas)

New Style (São Paulo)

OpusMúltipla (Curitiba)

Plan B (Belo Horizonte)

PPM (house do Grupo Alsaraiva – São Paulo)

Prisma (Vitória)

Viva intensamente e seja feliz!

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mineiros do Chile deixam lições de liderança

HSM Online - 18/10/2010
Por Carlos Alberto Júlio (Empresário, palestrante, professor e autor. Vice-presidente do conselho de administração da Tecnina e conselheiro da Camil Alimentos. E-mail:
julio@carlosjulio.com.br


Acidentes que envolvem coletivos de pessoas sempre nos comovem, especialmente quando há sobreviventes que precisam ser localizados, contatados e resgatados. De alguma forma, nos projetamos nas vítimas e compartilhamos seus medos, dores e aflições.


A chamada “situação-limite” também costuma exibir o melhor e o pior das pessoas. Há quase sempre um desesperado, um pessimista, um alienado, um medroso e um que desconsidera valores e princípios ao tentar salvar a própria pele.

Quando a história tem um final feliz, entretanto, normalmente descobre-se que alguém assumiu o papel de líder, mobilizando as pessoas, transmitindo confiança e organizando racionalmente um plano de sobrevivência.

Um bom exemplo nos foi oferecido pela famosa Expedição Imperial Transantárctica (1914-1917). O propósito era realizar a primeira travessia por terra do continente antártico. A missão, em si, fracassou, mas entrou para a história como uma dos mais notáveis exemplos de resistência em situação adversa.

Na costa do Mar de Weddell, em 1915, o navio Endurance ficou preso no gelo e acabou naufragando. Dessa forma, os 28 homens tiveram que acampar no gelo, enfrentando temperaturas baixíssimas, com uma quantidade mínima de suprimentos.

Foram meses de terríveis provações, mas o grupo sobreviveu, sobretudo por conta dos planos de contingência executados pelo explorador Ernest Shackleton, líder da missão.

Nesse período, ele definiu missões diárias para cada membro da equipe, em atividades que iam da limpeza do terreno à obtenção de comida. Nesse trabalho, coordenava desde atividades físicas do pessoal até apresentações teatrais e artísticas, sempre focado em estabelecer uma rotina de normalidade.

Shackleton tampouco deixou faltar a esperança no campo, dedicando-se de modo obsessivo à montagem de um plano de resgate. Depois de algumas espetaculares aventuras nos mares gelados, a última leva de tripulantes foi resgatada em 1916, na Ilha Elefante. Todos sobreviveram.

Nos últimos meses, acompanhamos drama semelhante. Em 5 de agosto, 33 mineiros ficaram presos a 622 metros da superfície, na mina San José, no deserto do Atacama, no Chile.

Para muitos analistas, era um caso perdido, opinião secretamente compartilhada por alguns dos trabalhadores. Durante pelo menos 17 dias, a equipe não teve qualquer contato com o mundo exterior. Faltava água e comida. O ar era pesado e a temperatura mantinha-se acima dos 32 graus.

A situação parecia até mais desesperadora que aquela dos exploradores da Antártica, que ao menos tinham ar puro e podiam ver a luz do sol. Em meio a toda essas dificuldades, entretanto, emergiu a liderança do topógrafo Luis Urzúa Iribarren, um contramestre de 54 anos que se converteu na referência do grupo.

Logo de início, Urzúa decidiu que as pessoas precisavam se sentir úteis e vivas, e assim distribuiu tarefas a cada um dos 32 companheiros. Segundo os especialistas, essa atitude gerou confiança nos mineiros e foi fundamental para que alimentassem a esperança naqueles dias de silêncio e escuridão.

Do ponto de vista prático, Urzúa mostrou-se também um excelente gerente técnico, estabelecendo medidas para o racionamento de água e comida. Nos primeiros 17 dias, determinou que a cada 48 horas, cada um ingeriria dois pedaços de atum enlatado e meia xícara de leite. Além disso, estipulou um rígido controle sobre a distribuição de biscoitos e pêssegos em conserva.

Louco por futebol e organizador de peladas, Urzúa não dava mole para ninguém, exigindo o cumprimento de tarefas diárias, também no campo da limpeza e organização do refúgio. No entanto, sabia a hora de gerar distração e entretenimento para o grupo, organizando, por exemplo, torneios de dominó.

Urzúa nunca demonstrou medo e foi o último mineiro a deixar a mina, 69 dias depois do desmoronamento, a bordo da cápsula Fênix. O episódio gerará ainda inúmeros debates sobre a segurança nas minas, sobre estratégias de resgate e sobre os limites da resistência humana. Pelo que se sabe, já virou tema de um videogame e deve inspirar um filme no estilo “Os sobreviventes dos Andes”.

Para além da mídia de massa, porém, suscita outro debate: de que forma a epopéia dos mineiros chilenos pode agregar conhecimento à gestão corporativa? O que sabemos hoje é que as empresas carecem tremendamente de um “espírito de missão”. Aqueles conceitos emoldurados na recepção das “firmas” são até lidos pelos colaboradores, mas raramente constituem um padrão consistente de conduta.

Do ponto de vista sociológico, cabe dizer que boa parte das equipes de trabalho já são compostas por integrantes da chamada Geração Y. Essa turma nascida no finalzinho dos anos 70 ao início dos anos 90 cresceu num ambiente de relativa estabilidade, sem guerras e sem grandes dificuldades econômicas.

Especialmente nos estratos médios, foram crianças que ganharam presentes, receberam carinho e não encararam os mesmos castigos que seus avôs impuseram a seus pais. Cresceram brincando, realizando mil coisas ao mesmo tempo e participando da maior revolução tecnológica que o mundo já experimentou.

A verdade é que boa parte desse grupo não se comove muito com palavras de ordem, ideologias e códigos de conduta. Embora cultivem valores éticos e preocupações sócio-ambientais, são críticos e gostam de traçar o próprio destino.

Isso quer dizer que podem, sim, ser mobilizados, mas somente quando se convencem da importância da missão. Normalmente, avaliam as convocações das lideranças locais ou globais. Se reconhecem a pertinência da causa, agregam-se com ardor aos grupos de ação. Foi o que vimos, por exemplo, na “onda verde” que garantiu 20% dos votos a Marina Silva, na eleição presidencial brasileira.

É preciso lembrar que a Geração Y da classe média de Chicago, base militante de Barack Obama, por exemplo, é bem diferente da Geração Y do desértico norte chileno. Entretanto, a difusão midiática de modelos de comportamento e a simultaneidade nos upgrades tecnológicos certamente produziram convergências no universo da juventude.

No caso chileno, pelo menos 13 mineiros fazem parte da Geração Y, o que pode explicar, por exemplo, o envio de videogames e DVDs para a área de confinamento. Entre os técnicos das equipes de resgate, do lado de fora, muitos também faziam parte desse grupo especial, e não se assustaram com o desafio de enviar uma “sonda” para dentro da Terra.

Convém lembrar que no drama da mina San José foi desenvolvido um trabalho modelar de convivência cooperativa entre as “gerações”, aliando maturidade e liderança, de um lado, e disposição e disciplina construtiva, de outro.

Se vivesse nos EUA, Urzúa, de 54 anos, seria considerado um membro da geração “baby boomer”, composta por aqueles que cresceram em tempos brutais de mudança e arcaram com a responsabilidade de enterrar os paradigmas de ódio que haviam provocado a II Guerra Mundial.

No caso do Chile, é provável que Urzúa tenha testemunhado e vivido muita coisa. Quando estava para atingir a maioridade, o general Pinochet derrubou Salvador Allende e impôs uma das mais sangrentas ditaduras do período na América Latina. Enquanto trabalhava em lugares perigosos, procurando ganhar seu sustento, viu o país democratizar-se e modernizar sua economia.

Certamente, há jovens que logo se habilitam para tarefas de comando. No entanto, em situações de emergência ou de brusca alteração de rumos não se pode descartar o conhecimento acumulado pelos líderes experientes, aqueles cujo “couro” tenha sido curtido na adversidade. Esse padrão serviu para os 33 da mina San José. Deveria servir também para grandes corporações, frequentemente ingratas com seus veteranos.

Os anos da vida nem sempre esgotam a juventude de uma alma. Pelo contrário, muitas vezes lhe restituem a leveza e o frescor da infância. Urzúa provou ser um líder nato ao equilibrar o sonho infantil de triunfo e a sabedoria de um CEO tarimbado.

Sua operação subterrânea fez o time jogar com consciência, eficiência e paciência. Por meio de uma comunicação clara e franca, soube convencer e motivar os mais velhos e os mais jovens, alinhando-os aos propósitos da missão estabelecida. Colocou a pessoa certa no lugar certo. Além disso, soube administrar de modo correto e justo os recursos disponíveis.

Quando isso ocorre, os bons resultados inevitavelmente aparecem. O espetacular exemplo chileno está aí, migrando das manchetes dos jornais para os livros de história. Brotou encantadoramente do fundo da terra. Não o desperdicemos!

domingo, 17 de outubro de 2010

Não basta merecer um aumento de salário, é preciso saber conquistá-lo

Por Marina Gaspar, com colaboração de Lucas Toyama
quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Na hora de pedir ao chefe um aumento (por mais que merecido), não basta driblar o receio de falar a respeito do tema. É preciso ter em mente que é necessário observar uma série de questões para avaliar se o momento é adequado. Os especialistas em Recursos Humanos Andréa Marcelino, da Ramagui Consultoria, e Rodrigo Maia, sócio-diretor da Lucrus, dão algumas dicas úteis tanto para quem está decidido a elevar os números do contracheque quanto para quem vai – ou não – conceder o tal aumento solicitado.

“O momento mais propício para conseguir um aumento geralmente é quando um ou vários objetivos são alcançados pela área ou pela em presa”, explica Maia. Mas o profissional precisa ter certeza que merece o upgrade no salário. “O funcionário deve observar como está a situação do seu setor e principalmente da empresa, mas também fazer uma avaliação do quanto sua contribuição foi importante para que o ponto atual fosse alcançado, ou seja, deve ter uma visão do todo.” Andréa concorda que essa parada para verificar as condições do ambiente e o merecimento é obrigatória. “O profissional tem de fazer antes uma boa avaliação do cenário como um todo para tomar a decisão de pedir um aumento", afirma ela.

Já João Aguiar, economista e professor da Anhanguera Educacional, ressalta que "se o empregado estiver realmente decidido a pedir aumento salarial, o melhor momento é aquele em que exista carência de mão de obra disponível no mercado para a função em que está empregado”. Segundo ele, a lógica é simples: situações como a que vivencia hoje o Brasil, com economia aquecida e dificuldade para encontrar mão de obra qualificada, um abono financeiro é uma forma viável de se reconhece – e reter – os talentos.

Contudo, todo cuidado é pouco. “Como o crescimento econômico é sazonal, é preciso ter em mente que, no momento em que houver abundância de mão de obra, haverá enorme risco de o profissional ser demitido para que seja contratada outra pessoa a um salário mais baixo”, explica Aguiar.

Além disso, é preciso ver se o desempenho na função realmente merece ser melhor remunerado e se o trabalho que está sendo desenvolvido merece ser pago de forma diferenciada. Depois de checar esses itens na lista, se o sinal for verde fica a dica: é preciso escolher a hora certa para a conversa. “O pedido deve ser feito reservadamente, sem que outras pessoas, além do superior imediato, estejam presentes”, aconselha Andréa.

Hora errada

Por mais que o tempo seja o de um cenário econômico bom, não significa que todas as empresas estão indo de vento em popa. Não se engane: pode ser que a companhia esteja passando por um momento difícil. Nesse caso, é bom adiar o pedido. “Avaliar a situação econômica da empresa é necessário. Não cabe, por exemplo, solicitar um aumento salarial caso o segmento em que atue esteja passando por uma crise financeira”, alerta Maia.

As dificuldades internas do departamento também devem ser levadas em conta. E, se acontecer o contrário, de a área estar avançando a todo o vapor, mas o resto da empresa, não, a dica permanece a mesma. De acordo com o especialista, “a área pode estar em um bom momento, mas caso a empresa não esteja, o gestor não vai conseguir justificar um aumento e o profissional pode ser taxado de egoísta ou desligado”.

O empregador também deve pesar muito as possibilidades antes de sair dizendo sim aos pedidos de aumento. “As chances de a empresa conceder aumento de salário aumentam substancialmente caso não haja disponibilidade de mão de obra no mercado. Quando ela aumenta os seus custos com funcionários, deve reduzir outros custos ou aumentar o preço de venda dos seus produtos para manter o nível de lucratividade, o que é inviável no cenário econômico atual”, informa Aguiar.

Segundo ele, a expansão da economia tem de ser momento de apertar os cintos. “O ideal é que e empresa mantenha a rentabilidade elevada no momento de expansão da economia para suportar os momentos de baixa ou de crise econômica para sobreviver no mercado. Daí é fundamental conter aumento salarial no momento de boa maré econômica”. Isso significa que, se não for estritamente necessário, melhor não conceder. “A melhor maneira de buscar salários maiores é lutando por cargos mais rentáveis, e para isso, é preciso merecimento e qualificação”, conclui o economista.

Argumento certo

Para quem quer um aumento, não adianta ficar esperando que ele caia do céu. Avaliado o cenário da empresa, se for hora de partir para a conversa com o chefe é bom ter na manga os argumentos certos. E, segundo Andréa, necessidades pessoais de ganhar mais devem ser totalmente descartadas. A justificativa tem de ser profissional. “O funcionário deve apresentar que seu desempenho foi além do esperado e que seu trabalho contribuiu para o bom resultado da área”, conta.

Maia aponta que, para um pedido de aumento ser bem feito, o ideal é que o requerente se baseie em fatos, entregas e indicadores. “O quanto o funcionário está colaborando para que os resultados sejam atingidos e o investimento que está sendo feito na sua melhor preparação, como cursos, faculdade e MBA, são bons argumentos”. Um lembrete dele: “O importante é utilizar argumentos que estejam, de alguma forma, ligados à estratégia da empresa”.

Emprego em risco?

Em geral, quem precisa de um aumento pode fazê-lo sem ter medo de retaliações ou demissões. Mas o profissional tem de ter muito cuidado com a maneira como vai expor tal pedido. “É raro o pedido de aumento gerar demissão, mas pode ocorrer”, diz Andréa. E os motivos mais comuns são: o gestor não estar aberto a uma negociação salarial ou o funcionário expor seus motivos de maneira inadequada. “Caso o pedido seja mal conduzido pelo funcionário, ele pode pôr o emprego em risco. Não basta escolher um bom momento, deve ser escolhida uma boa forma, estruturada e profissional, para pedir o aumento”, ensina Maia.

Não é porque o aumento foi negado, ou foi menor que o esperado, que o funcionário precisa virar as costas e transformar a conversa em um pedido de demissão. Pode-se, sim, negociar um aumento mais baixo que o esperado, mas com cautela. “Caso o chefe não possa dar o valor esperado, talvez exista espaço para negociar um aumento gradativo, até que seja atingido um valor considerado justo”, diz Maia.

Segunda Andréa, “o profissional deve fundamentar por que esperava um aumento salarial maior”. A dica dela é mostrar uma média de mercado paga por empresas do mesmo setor, no caso de funcionários que recebem salário aquém dessa faixa. “Tal pesquisa pode ser obtida na internet”, ensina.

Caso a negociação não vingue, a imagem do funcionário não fica, necessariamente, arranhada: ele pode continuar na empresa sem ter de se preocupar em ficar sendo observado ou em ser demitido. “Caso o processo tenha sido feito de forma profissional, a situação será bem tranquila e a carreira do funcionário na empresa não fica ameaçada”. O que cada um tem de levar em conta é que não deve se desmotivar. “O profissional terá de assumir o fato de que continuará na empresa desempenhando o mesmo trabalho e acreditando que futuramente poderá ter seu reconhecimento. Porém, se julgar que não conseguirá manter esta postura, o indicado é que busque novas oportunidades de mercado”, diz Andréa.

Uma sugestão, segundo Maia, é parar para analisar onde o desempenho pode melhorar. “O funcionário pode aproveitar essa oportunidade para buscar se desenvolver e melhorar pontos que podem ter impactado na negativa do aumento, para que isso não aconteça novamente.”

Como não diminuir as chances

Na hora de pedir o aumento, algumas atitudes podem diminuir as chances de dar aquela melhorada no contracheque e, de quebra, ainda deixar uma impressão ruim com o chefe. Rodrigo Maia indica os erros mais comuns cometidos nessa hora:

- Alegar que está há muito tempo sem receber aumento. “Tempo de casa não gera aumento, o que gera aumento é desempenho”, diz.

- Argumentar que outras pessoas na área ganham mais. Cada funcionário deve ser remunerado de acordo com o seu perfil, experiência e competências. Maia alerta: “Comparar não é uma saída muito profissional”.

- Ameaçar sair da empresa dizendo que recebeu outro convite. “Quem não tem convite algum, jamais deve utilizar esse argumento”, diz o consultor. Caso exista um convite real e o funcionário estiver em dúvida do que fazer, o ideal é negociar com o chefe para saber quais as perspectivas caso continue na mesma empresa e depois tomar a decisão. “Mas o profissional deve fugir do leilão. A prática é mal vista por todos e ele corre o risco de perder o emprego atual e o convite para a outra empresa”.


http://www.canalrh.com.br/Mundos/gestaocarreira_artigo.asp?ace_news={528D33DB-8529-4920-881C-A395A0B3E47D}&o={223C2910-07C8-4C3D-B2F1-34CFE1691E41}&sp=QSWW.x.WNF6KJFI@NpWT5T1TBT=P6yN?M6T